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A Lenda Espanhola

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28/09/2015

         Todo filho de espanhol, quando começa a descobrir que está vivo, passa a ser ensinado para os rigores da vida. No meu caso, por exemplo, sou uma mistura de basco com mouro. A Espanha tem 13 províncias, e mais as Ilhas Canárias e Ilhas Baleares que, em termos, são consideradas também províncias. 

         Pela sua concepção, o espanhol não aceita traidores e, propriamente, os bascos. Através dos tempos, conta uma lenda:
Era uma vez um homem muito importante, um senhor feudal que, num belo dia foi aconselhado pelos seus seguidores que tivesse muito cuidado, porque existiam pessoas na província que não gostavam dele. 

         O senhor pensou um bom tempo e, finalmente, observou os conselheiros: “Tenho uma solução! Vamos matá-los, a todos”. Os conselheiros ficaram atônicos com a solução. Jamais pensaram em tamanho extremo. Mas o senhor feudal insistiu: “Vamos matá-los, a todos, agora! Prestem atenção, me dê aqui a relação dos inimigos. Vamos enumerá-los, um a um” e passou a citar os nomes listados. “Muito bem! Todos que aqui foram citados estão mortos nas nossas consciências. Nunca ninguém aqui, se perguntado for, teve qualquer contato com eles, jamais os conheceram; jamais pisarão em suas propriedades; renegaremos-os até à nossa própria morte. Quem trair, morrerá também...” 

          E passou a mão na testa, como se estivesse tirando uma camada de suor, sacudindo a mão, como se estivesse se livrando da sujeira...

         O espanhol mata o traidor dentro de si, já que, matar de verdade, costuma dar cadeia, provoca perseguições, estado de beligerância, o que não é bom! 

         Menino em São Mateus, assisti meu pai ser preso porque escreveu um artigo no seu jornal O Norte, contra a ditadura do Estado Novo, sob o comando de Getúlio Vargas. Tempos depois, ou seja, seis anos mais tarde o general Silvestre Péricles de Gois Monteiro, que na ocasião era Ministro da Guerra, revelou a meu pai o autor da denúncia que o levara à prisão. Era um contra-parente da minha mãe. 

         Na rua Aureliano Portugal, 14, no Rio Comprido, no Rio, onde morávamos, por volta de 1946, por aí, meu pai reuniu a família após o jantar, na mesa, para dizer que aquele fulano estava morto, jamais tivemos conhecimento da existência dele e dos seus descendentes. 

         Todos filhos seguiram à risca a determinação paterna. Aquilo não era um pedido, era uma ordem, era uma questão de honra. 
é preciso que matemos a classe política dentro de nós, por traição.
 

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