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Cerca de 69% dos MPEs Não Têm Intenção de Investir

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21/12/2016

Por: Redação*

Dados do indicador mensal do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes (CNDL) mostram que a intenção dos micro e pequenos empresários (MPEs) em procurar crédito pelos próximos 90 dias segue em patamar baixo, apesar de uma melhora na comparação mensal: em novembro o índice atingiu 13,59 pontos, acima dos 12,26 pontos de outubro.

Em termos percentuais, 84,4% dos micro e pequenos empresários não têm a intenção de contratar crédito pelos próximos três meses e apenas 6,9% admitem essa possibilidade.

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, há duas principais explicações para a baixa demanda por crédito: “A primeira é que o momento econômico deixa os empresários receosos em assumir compromissos de longo prazo; a segunda é que as micro e pequenas empresas têm mais facilidade para se manter com recursos próprios e, por isso, a contratação de linhas de crédito não faz parte de sua cultura”, afirma.

Conseguir manter o negócio com recursos próprios é a principal razão para não se buscar crédito - motivo mencionado por 49,3% daqueles que não pretendem contratar. Outros fatores que desestimulam são a insegurança com as condições econômicas do país (20,0%) e as altas taxas de juros (16,1%). 

“Há espaço para que a demanda cresça. Metade da amostra não vê necessidade de contratar, mas a outra metade aponta fatores como insegurança diante da crise e altos juros. Com o devido planejamento, o crédito pode ser uma via de crescimento para os empresários que têm planos de investir”, explica Pinheiro. “Políticas que reduzam o custo do crédito e retirem os entraves para contratação, sem aumentar o risco dos bancos, podem traduzir-se em oportunidade de expansão de muitos negócios.”

De acordo com o indicador, mais de um terço (37,6%) dos empresários ouvidos consideram que atualmente está difícil ter crédito aprovado, principalmente pelo excesso de burocracia (42,9%) e aos juros muito altos (42,5%). Segundo os entrevistados, as modalidades de crédito mais difíceis de serem contratadas são empréstimos (30,7%), financiamentos em instituições financeiras (17,5%) e crédito junto a fornecedores (13,5%).

O SPC Brasil e a CNDL também calculam o indicador de Demanda por Investimentos dos micro e pequenos empresários. Nesse caso, houve uma alta de 5,9% na comparação entre novembro deste ano com o mês anterior. Na escala do indicador, que varia de zero a 100, ele passou de 25,50 pontos para 27,00 pontos. Já na comparação anual, o resultado ficou um pouco abaixo dos 27,20 pontos registrados em novembro de 2015.

Em termos percentuais, os que não pretendem investir somam 68,7%. Entre esses entrevistados, a maior parte justifica-se dizendo não ver necessidade de investir (47,3%). Para 23,4%, a razão é que o país ainda não saiu da crise, enquanto 11,6% dizem ter investido recentemente e que aguardam o retorno do investimento.

Dentre os empresários que demonstram a intenção de investir (23,2%), os investimentos mais citados são em ampliação de estoques (31,7%), reforma da empresa (25,8%), a divulgação da empresa por meio de propaganda e comunicação (22,0%) e a compra de equipamentos e maquinários (21,0%). A maior parte desses empresários (55,4%) diz que vai investir com o objetivo de aumentar as vendas.

Para quem vai investir, o capital próprio aparece como o principal recurso. Mais da metade desses empresários (60,2%) usarão o dinheiro de poupança e investimentos. Outras opções ainda mencionadas são empréstimos em bancos e financeiras (19,9%) e a venda de algum bem (9,14%).
 
Metodologia

Os Indicadores de Demanda por Crédito e de Propensão para investimentos do Micro e Pequeno Empresário calculados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) levam em consideração 800 empreendimentos com até 49 funcionários, nas 27 unidades da federação, incluindo capitais e interior. As micro e pequenas empresas representam 39% e 35% do universo de empresas brasileiras nos segmentos de comércio e serviços, respectivamente.

Acesse a íntegra  em: https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas/indices-economicos

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