1. capa
  2. Negócios
  3. Economia
  4. Política
  5. Ambiental
  6. Cidades
  7. Opiniões
  8. Cultura
  9. Oportunidades
  10. vídeos

Os Brancos, os Nulos e as Abstenções

enviar por email

16/01/2017

*Luiz Carlos Borges da Silveira
 
O resultado das últimas eleições apresentou um aspecto que foi muito comentado ainda no calor da apuração final, porém não analisado nem com a precisão e a profundidade requeridas. Refiro-me ao elevado, surpreendente e preocupante número de votos em branco, anulados e de abstenções nas eleições municipais do ano passado.
 
Só como exemplo: segundo dados finais e oficiais da Justiça Eleitoral, no primeiro turno a soma de brancos, nulos e abstenções superou o número de votos do candidato primeiro colocado em nove Capitais. No segundo turno a situação se repetiu em três Capitais, grandes colégios eleitorais: Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre tiveram mais votos inválidos que o candidato primeiro colocado. Isso se repetiu na maioria dos municípios, havendo casos em que vereadores se elegeram com baixíssimo número de votos, o que quer dizer que não adianta repudiar pela omissão, alguém será eleito.
 
O interessante, e negativo, foi a forma de como tais números foram encarados e, de certa forma, justificados. O presidente Temer declarou que era um alerta aos políticos. Correto, mas isso qualquer pessoa deduz, cabe analisar o porquê do alerta. Os políticos e lideranças da situação debitaram a avalanche de repulsa retratada pelas urnas aos malfeitos do governo anterior, associando o fato à corrupção. Já as lideranças da oposição, que representam o governo passado, sublinharam que os brancos, os nulos e as ausências eram a posição dos eleitores contra o processo de impeachment de Dilma Rousseff, que chamam de ‘golpe’, e à posse de Temer, que qualificam de usurpação.
 
Os dois posicionamentos são facciosos, parciais e remetem apenas ao desejo de uma justificativa perante os eleitores em particular e à população em geral. Ambos os lados contribuíram – e continuam contribuindo – para o descrédito da classe política que afeta, infelizmente, a política que em origem e princípio é sadia, positiva e honesta, sendo os maus políticos que deturpam essa essência. A política é o grande instrumento para a boa e correta administração dos governos e da sociedade. Portanto, acusações ou recriminações mútuas por parte de quem mutuamente contribui para denegrir a política nada acrescentam, a não ser acentuar o descrédito. O momento é de falar aberta e sinceramente com a sociedade, para que em 2018 a resposta negativa não venha a se repetir.
 
A classe política tem obrigação de convencer a população, em particular o eleitorado, que política é ciência indispensável. A sociedade tem obrigação cívica de participar, de atuar, de discutir e votar. Antes se usava a alegação de que no período militar havia tolhimento tanto em participação e discussão como de oportunidade do voto. Agora, que a liberdade é assegurada, os eleitores jogam as conquistas no cesto de lixo. Se a situação e o panorama não são bons com a plenitude democrática, pior serão se as oportunidades de mudança forem desprezadas.
 
Os eleitores devem ser conscientizados de que votar em branco, anular o voto ou desprezar as urnas é omissão e irresponsabilidade. Cabe aos líderes políticos e aos formadores de opinião transmitir essa mensagem, embora para isso devam reconquistar o respeito e a credibilidade. E, por fim, cabe aos cidadãos em geral, tão enfáticos em protestos, passeatas e manifestações, ter o entendimento de que não adianta ir para as ruas e não comparecer à seção eleitoral. A mudança se faz através da prática política e do voto, símbolo maior da democracia.

*Luiz Carlos Borges da Silveira é empresário, médico e professor. Foi Ministro da Saúde e Deputado Federal.

A “jararaca” Lula em modo Mortal Kombat

A reação tem sido extremamente negativa e forte contra o governo, e tende a piorar ainda mais o ambiente político..


Governo do Estado Realiza Semana Estadual da Primeira Infância Capixaba

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social (Setades), realiza...


Crise Climática Afeta Ensino e Nutrição das Crianças

Quase nenhuma estratégia climática global inclui a educação infantil como prioridade de adaptação...



Warning: mysqli::__construct(): (HY000/1203): User folha_db already has more than 'max_user_connections' active connections in /home1/folha/public_html/clickadmin/src/BaseSombra.inc.php on line 36

Warning: mysqli::set_charset(): Couldn't fetch mysqli in /home1/folha/public_html/clickadmin/src/BaseSombra.inc.php on line 37
Erro ao conectar ao banco MySQL: (1203) User folha_db already has more than 'max_user_connections' active connections
Warning: mysqli::query(): Couldn't fetch mysqli in /home1/folha/public_html/clickadmin/src/BaseSombra.inc.php on line 54

Warning: DataBase::OpenRecordSet(): Couldn't fetch mysqli in /home1/folha/public_html/clickadmin/src/BaseSombra.inc.php on line 56

Warning: DataBase::OpenRecordSet(): Couldn't fetch mysqli in /home1/folha/public_html/clickadmin/src/BaseSombra.inc.php on line 56
Erro na Query: ()
Fatal error: Uncaught Error: Call to a member function fetch_assoc() on bool in /home1/folha/public_html/clickadmin/src/BaseSombra.inc.php:69 Stack trace: #0 /home1/folha/public_html/includes/coluna_dir.php(19): DataBase->MoveNext(false) #1 /home1/folha/public_html/materia/index.php(309): include('/home1/folha/pu...') #2 {main} thrown in /home1/folha/public_html/clickadmin/src/BaseSombra.inc.php on line 69