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Crise Climática Afeta Ensino e Nutrição das Crianças

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05/07/2025

Por Lana Farias
Coordenadora Social de Projetos da Carbonext, e
E Jerônimo Roveda, 
Diretor de Relações Institucionais da Carbonext


Quase nenhuma estratégia climática global inclui a educação infantil como prioridade de adaptação

Belém (PA), 03 de julho de 2025 — Uma emergência climática costuma ser tratada como um fenômeno de efeitos visíveis e catastróficos: incêndios, secas severas, enchentes, calor recorde. Essas imagens moldam o imaginário coletivo sobre o que é uma crise ambiental. No entanto existe uma camada mais profunda — menos obrigatória e igualmente alarmante, que envolve questões de educação infantil e segurança alimentar.
Levantamento recente do UNICEF revela que, em 2024, eventos climáticos extremos interromperam a educação de ao menos 242 milhões de crianças no mundo. No Brasil, mais de 1,17 milhão de estudantes foram impactados por enchentes, secas e deslocamentos provocados. Escolas inundadas, estradas interditadas, famílias migrando. A crise do clima não interrompeu apenas sistemas naturais — ela afeta vidas em formação.
A primeira infância é uma das fases mais sensíveis do desenvolvimento humano. Pesquisas na área cognitiva indicam que perdas e emoções causadas por ausências prolongadas na escola podem ter efeitos duradouros, inclusive no renda futura e na saúde mental.
No contexto da crise climática, esses prejuízos tendem a afetar as mais vulneráveis: crianças de ambientes rurais, periféricos e tradicionais, cujo acesso à infraestrutura já é precário. Apesar disso, quase nenhuma estratégia climática global inclui a educação infantil como prioridade de adaptação. É como se a infância estivesse na periferia da ação climática.
No Brasil, comunidades que vivem em áreas de floresta ou de transição ecológica estão entre as mais afetadas (Imagens: Marcio Nagano / Carbonext)
Insegurança alimentar
Outro impacto profundo e invisível da crise climática é o agravamento da insegurança alimentar. Segundo o relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2024 (ONU/FAO), cerca de 733 milhões de pessoas sofrem de fome crônica. Embora fatores econômicos e geopolíticos não sejam centro desse problema, os efeitos do clima vêm ganhando destaque.
A perda de safras por ondas de calor, a erosão do solo, o colapso dos regimes de chuvas e a redução da biodiversidade agrícola já impactaram diretamente a produção de alimentos. Segundo a FAO, 34 países já enfrentam crises alimentares nas quais o clima é um dos principais fatores desencadeantes . No Brasil, comunidades rurais e tradicionais — muitas das quais vivem em áreas de floresta ou de transição ecológica — estão entre as mais afetadas.
Projetos REDD+ atuam eficazmente nas causas das mudanças climáticas e nas suas consequências sociais (Marcio Nagano/Carbonext)
Soluções específicas
Projetos do tipo REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal) vêm se consolidando como uma das estratégias mais completas de enfrentamento à crise climática. Ao evitar o desmatamento, esses projetos são direcionados diretamente para a mitigação das emissões.
Contudo, seus efeitos vão além do carbono: envolver comunidades locais, fortalecer cadeias produtivas sustentáveis, promover a educação ambiental e ajudar a garantir a segurança alimentar em territórios vulneráveis.
Os projetos da Carbonext promovem ações nas áreas de educação, saúde e alimentação em cinco Estados da Amazônia.
O projeto Ipoá fornece acesso à internet para uma comunidade remota no interior do estado do Amazonas, o que possibilita o ensino à distância de jovens e adultos. Uma moradora, por exemplo, está cursando graduação em Pedagogia, o que vai multiplicar o impacto na educação da comunidade.
Já o projeto Awa (Espírito da Terra) ajudou a Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos de Gurupá (ARQMG), no Pará, a se tornar beneficiária do Programa de Telemedicina oferecido pelo Ministério da Saúde para comunidades tradicionais na Amazônia.
Os projetos Ybyrá e Caapii oferecem capacitação em técnicas de roçado sem o uso do fogo em comunidades da mesorregião do sudeste paraense, com o objetivo principal de produzir alimentos de forma sustentável.
Dessa maneira, os projetos REDD+ atuam efetivamente nas causas das mudanças climáticas e nas suas consequências sociais.

*Lana Caroline Farias é coordenadora Social de Projetos na Carbonext, especialista em governança participativa para gestão de projetos de impacto socioambiental com comunidades tradicionais na Amazônia. Graduado em Engenharia de Pesca pela Universidade Federal Rural da Amazônia, com Mestrado em Oceanografia pela Universidade Federal do Pará com linha de pesquisa em Governança Ambiental Participativa.

*Jeronimo Roveda é diretor de Relações Institucionais na Carbonext e membro da Laclima (Iniciativa Latino-Americana de Advogados Climáticos para Ação Mobilizadora). Com LLM Direito Empresarial pela Unisinos, tem experiência e atuação com ênfase no mercado de carbono, projetos REDD+ e ARR, em especial com povos originários, prevenção e resolução de conflitos, disputa boards, infraestrutura, ESG, comunidades tradicionais e legal design.

Sobre a Carbonext
A Carbonext liderou soluções baseadas na natureza que transformam a luta contra a mudança climática em valor ambiental, social e econômico. Atua com projetos de REDD+, ARR e ALM, gerando créditos de carbono de alta integridade. Desenvolver inventários de emissão e estrutura de operações de negociação. Com sede em São Paulo e escritório em Belém, é sócia da NaturAll Carbon, focada em agricultura regenerativa. Seu portfólio combina inovação tecnológica com escuta ativa e respeito à sociobiodiversidade, ao mesmo tempo em que impulsiona a sustentabilidade no agronegócio e o desenvolvimento socioeconômico local.

Contatos para imprensa:
Lourival Sant'Anna – Diretor de comunicação
E-mail: lourival.santanna@carbonext.com.br
Telefone/Whatsapp: (11) 99435-0901
Diego Macedo – Especialista em Comunicação
E-mail: diego.macedo@carbonext.com.br
Telefone/Whatsapp: (11) 96323-6009

 

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