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Os Vestígios dos Fornos onde Foram “Desaparecidos” os Presos e Torturados da Ditadura Sumiram Também!?

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23/12/2023

Por Paulo César Dutra

A Usina de Cambahyba é uma propriedade rural, local que é alvo de disputa há cerca de 23 anos, a partir de ocupações organizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A última delas, batizada de acampamento Luís Maranhão, foi estruturada em 2012 e permaneceu ativa até meados de 2019. 
O território da Usina Cambahyba é formado por sete fazendas que somam cerca de 3.500 hectares. Em 1998, a área foi decretada pelo Governo Federal para fins de reforma agrária. Anos mais tarde, em 2012, o local foi considerado improdutivo pela Justiça. Na época, a área pertencia a Heli Ribeiro Gomes, político fluminense eleito deputado federal em 1958. Hoje o registro do local está em nome da empresa AVM Construções. Segundo nota do MST, divulgada após a decisão, a “história da Usina Cambahyba expressa a formação da grande propriedade no Brasil”. 
Quando o evento do dia 6 de dezembro de 2023 foi transferido para a Usina, o que tinha no local eram só vestígios dos fornos que foram “desaparecidos” os presos e torturados pela Ditadura. Não há mais, nenhum forno em pé para comprovar o fato real denunciado pelo delegado da Polícia Civil do Espírito Santo, Claudio Antônio Guerra. Só existem hoje, apenas fotos e imagens arquivadas pela imprensa e pela Comissão Nacional da Verdade, que visitaram, em 2012. Imaginem os senhores intelectuais, se o delegado Claudio Guerra decidir que foi tudo mentira o que disse para a Comissão Nacional da Verdade e para a imprensa? Como vão provar se não existem dados oficiais das execuções e as incinerações. Ou seja, “eu vi, mas não tenho provas”.
No chão da usina, onde ficavam os fornos, Claudio disse que usou para incinerar os corpos procedentes da Casa da Morte, em Petrópolis, na parte alta turística do Estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Será que o “Dedo de Deus” apontou alguma coisa?  O corpo do jornalista potiguar Luiz Ignácio Maranhão Filho “foi” um dos incinerados na usina. Além dele, outros 11 corpos tiveram o mesmo destino, como o do pernambucano Fernando Santa Cruz e o do cearense David Capistrano da Costa. Mas onde estão as provas? Na declaração do Guerra? Nem provas materiais existem!
O que achei no local, dia 6 de dezembro, foram pedaços de tijolos refratários, usados na construção dos fornos para a usina fabricar açúcar e álcool! Não consegui ver nada em pé, apenas tudo destruído no local, onde foi plantada uma muda de Pau Brasil para se tornar um símbolo das vítimas da ditadura naquela usina.
Essas são as imagens dos horrores da ditadura, na usina de açúcar e álcool Cambahyba, que encontrei, mas nenhuma dela, dando a entender as incinerações dos presos políticos cujos corpos foram tirados da Casa da Morte, em Petrópolis.  
Claudio Guerra foi quem revelou os nomes dos militantes comunistas assassinados após intensas sessões de tortura na Casa da Morte, em Petrópolis, e confirmou que depois de mortos, os corpos foram levados em uma caminhonete para a usina, para serem incinerados! Quem pode provar?

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