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De Pedro Collor a Loures: Homens-Bomba' Fazem Tremer a República

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06/06/2017

Por Isabella Souto (portal UAI) 
Postado em 6.06.2017
 
A promessa anunciada pelos advogados é de que ele ficará em silêncio. Mas o meio político sabe que Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) é uma bomba prestes a explodir – e capaz de causar um enorme estrago em Brasília. Ex-assessor especial da Presidência da República, Rocha Loures é o homem que poderá desvendar o mistério em torno da mala de R$ 500 mil com a qual foi flagrado pela Polícia Federal. O presidente Michel Temer (PMDB) era o destinatário do dinheiro? Tratava-se de uma primeira parcela de propina paga durante 20 anos? 
 
Preso preventivamente no sábado, Rocha Loures deve ser transferido para o presídio da Papuda, no Distrito Federal, amanhã. Ele perdeu o foro privilegiado ao deixar a Câmara dos Deputados com o retorno de Osmar Serraglio (PMDB-PR), ex-ministro da Justiça de Temer e titular da vaga no Legislativo. Desde então, é grande a expectativa de que ele faça um acordo para garantir benefícios com a Justiça. Mas o advogado Cezar Bitencourt nega, e avalia a prisão como uma forma de forçar uma delação premiada. O ex-deputado é acusado de cometer os crimes de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça.
 
Irmão-bomba

A história recente mostra que Rocha Loures não é e, provavelmente, não será o último homem-bomba temido na política brasileira. Alguns detonaram o explosivo – como o próprio Joesley Batista, que denunciou Temer, Rocha Loures e o senador Aécio Neves – outros não. Pedro Collor de Mello, por exemplo, ajudou a derrubar o presidente da República. Foi ele quem denunciou em 1992 um esquema de corrupção envolvendo o irmão Fernando Collor e seu tesoureiro, Paulo César Farias, além de ministros, amigos e a primeira-dama Roseane Collor. Graças às denúncias, Collor sofreu um processo de impeachment e renunciou ao cargo um dia antes da condenação pelo Senado. Dois anos depois, Pedro morreu vítima de um câncer que atingiu o cérebro.

Mensalão

Treze anos depois, com as feridas aparentemente cicatrizadas, nova crise política atingiu o Palácio do Planalto. Desta vez, a bomba foi detonada pelo então deputado federal Roberto Jefferson – que foi da tropa de choque pró-Collor durante o impeachment. Em entrevista à imprensa, ele denunciou a compra de votos na Câmara dos Deputados pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), escândalo conhecido como mensalão. As denúncias levaram à descoberta de uma teia de corrupção que culminou na queda de ministros, dirigentes de órgãos públicos e, por fim, na condenação de homens poderosos da República, como o ex-ministro José Dirceu (PT) e o próprio Jefferson, que recebeu uma pena de sete anos e 14 dias de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

O mensalão também colocou na linha de frente o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza – apontado como o operador do esquema que envolveu vários partidos políticos. Condenado a 38 anos de prisão, atualmente cumpre pena em presídio de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e negocia com o Ministério Público o repasse de documentos que comprovariam o desvio de verbas públicas na campanha à reeleição do então governador de Minas, Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998.

Ex-ministros

Lava-Jato No âmbito da Lava-Jato, três aliados dos governos Lula e Dilma são – usando uma frase famosa de Fernando Collor – nitroglicerina pura: Guido Mantega e Antonio Palloci (ambos ex-ministros da Fazenda) e o ex-senador Delcídio do Amaral, que foi líder do governo no Senado. Depois de ficar quase três meses preso preventivamente sob a suspeita de tentar obstruir as investigações na Petrobras e tramar a fuga de Nestor Cerveró – um dos principais delatores da Lava-Jato –, Delcídio fez acordo de delação premiada com a Justiça.

Antonio Palloci é apontado como o “italiano” nas planilhas da Odebrecht, aquele que pedia dinheiro a Marcelo Odebrecht em nome de Lula e movimentava uma conta milionária de recursos destinados ao PT. Já Guido Mantega poderia revelar informações sobre o sistema financeiro e relações de Dilma com a arrecadação de propinas para o PT em troca de vantagens na Petrobras e no BNDES. Ambos ainda não fizeram acordo de delação.

Assim como os petistas,  Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-presidente da Câmara dos Deputados, preso desde outubro, assusta muitos políticos em Brasília, mesmo calado. E o silêncio dele está custando caro: o empresário Joesley Batista revelou que Cunha vinha recebendo “mesada” para ficar em silêncio. Ao contar a Michel Temer, ouviu dele um sonoro “tem que manter isso” – declaração que gerou protestos populares e pedidos de impeachment do presidente da República.

HOMENS-BOMBA DO PASSADO...

Pedro Collor
Em 1992, o irmão do presidente Fernando Collor concedeu entrevista que desencadeariam no primeiro impeachment da história do presidencialismo brasileiro. Foi ele quem denunciou um esquema de corrupção montado por Paulo Cesar Farias, o PC. Logo depois do impeachment, Pedro Collor descobriu que tinha 
um tumor no cérebro, 
e morreu em 1994.

Roberto Jefferson
Detonou o mensalão ao contar à imprensa o esquema de pagamento de propina em troca de apoio ao governo no Congresso Nacional. Cassado pela Câmara, foi condenado a 7 anos e 14 dias de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro pelo Supremo Tribunal Federal (STF)

Marcos Valério
Apontado como o operador do esquema do mensalão petista e tucano, foi condenado a 38 anos de prisão pelo STF. Está às voltas em negociações com o Ministério Público de Minas Gerais envolvendo documentos inéditos sobre o mensalão do PSDB, esquema de desvio de recursos públicos para a reeleição do então governador Eduardo Azeredo, na disputa de 1998.

Luis a. Pagot
Ex-diretor-geral do Dnit, perdeu o cargo por suspeita de corrupção no escândalo envolvendo a construtora Delta e o bicheiro Carlinho Cachoeira. Chegou a dizer que o PT usou a máquina do governo na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva para bancar a campanha de Dilma Rousseff à sucessão presidencial. Afirmou ainda que sofreu pressão do governo Serra para liberar recursos ilegais para a construção do trecho do Rodoanel em SP.

... E DO PRESENTE

Pallocci
O 'italiano' nas planilhas da Odebrecht é apontado como aquele que pedia dinheiro a Marcelo Odebrecht em nome de Lula e movimentava uma conta milionária de recursos destinados ao PT. Ex-ministro da Fazenda do governo Lula, era o 'queridinho' dos empresários. Por isso o temor de que ele resolva fazer uma delação premiada. Em 2010, participou da coordenação da campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República.

Delcídio do Amaral
Ex-líder do governo Dilma no Senado, foi preso sob suspeita de tentar obstruir as investigações da Lava-Jato e planejar a fuga de Nestor Cerveró – ex-diretor da Petrobras e um dos principais delatores do esquema de corrupção na estatal. Em acordo de delação premiada, implicou os ex-presidentes Dilma e Lula na escolha dos dirigentes da Petrobras e no esquema. Pediu desfiliação do PT.

Joesley Batista
Dono da JBS, fez acordo de delação e entregou à PF gravação de conversa com o presidente Michel Temer em encontro no Palácio do Jaburu. Eles trataram de uma série de crimes, como o pagamento de mensalinho ao procurador da República Ângelo Goulart e mesada ao ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para permanecer em silêncio. Rocha Loures foi apontado por Temer como seu interlocutor junto ao empresário. 

Eduardo Cunha
Ex-deputado federal, está preso desde sábado passado. Era assessor especial do presidente Michel Temer. Uma delação premiada pode revelar as negociações em torno da mala de R$ 500 mil que recebeu da JBS, e principalmente, se o destinatário do dinheiro era Temer – conforme disseram ao Ministério Público Federal, executivos da empresa.
 

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