1. capa
  2. Negócios
  3. Economia
  4. Política
  5. Ambiental
  6. Cidades
  7. Opiniões
  8. Cultura
  9. Oportunidades
  10. vídeos

Pesquisa Aponta Que Café é Categoria Mais Imune à Crise

enviar por email

06/12/2016

Por: Redação*

Uma pesquisa realizada com 946 consumidores brasileiros pela Dunnhumby, uma multinacional inglesa, líder mundial em ciência do consumidor,  aponta que alguns setores da economia ganharam mais espaço durante a crise, principalmente em função das trocas feitas pelos brasileiros para conseguir unir qualidade e preço em suas escolhas. O café é a categoria mais imune à crise: 63% mantiveram o mesmo padrão de consumo.

No geral, a percepção do consumidor brasileiro sobre a crise no Brasil (confiança na economia) está mais positiva quando comparado ao ano passado. Em Novembro de 2015, 45% diziam estar muito pessimistas e 36% um pouco pessimistas; esse ano esses números foram de 11% e 23% respectivamente.

Dentre as categorias analisadas no varejo alimentício, produtos importados ou gourmet foi a que mais perdeu mercado: 78% das pessoas pararam de comprar esses itens ou reduziram o seu consumo; Produtos sem glúten, sem lactose, zero açúcar e zero gordura também perdem: 39% afirmam ter reduzido o consumo desses produtos, assim como Orgânicos e saudáveis, que viram seu consumo ser reduzido em  38% das cestas;
Café é a categoria mais imune à crise: 63% mantiveram o mesmo padrão de consumo; Além disso, 30% dos brasileiros afirmam não abrir mão de sua marca favorita, independentemente do preço; Já 56% dos entrevistados elegem um grupo de marcas favoritas e faz trocas de acordo com o melhor valor.

Já em relação ao consumo geral do brasileiro, Internet Banda Larga é o segmento que mais se destaca: 67% mantiveram o consumo e apenas 22% disseram ter feito alguma redução. Em contrapartida, restaurantes, lazer/entretenimento e turismo são os que mais sofreram no último semestre: 71% dos entrevistados declararam ter reduzido gastos com viagens; 70% cortaram gastos com alimentação fora de casa e 65% afirmam ter diminuído gastos com lazer e entretenimento.
  
Supermercados

A pesquisa aponta ainda mais transformações na cesta do brasileiro. De acordo com os dados, nos últimos seis meses, os alimentos em que o brasileiro manteve o mesmo padrão de consumo, sem trocar marcas ou preços, foram: básicos (arroz, feijão e açúcar); higiene e perfumaria; café, além de frutas, legumes e verduras. 
 
 Entre os achados, estão:
•      Produtos importados ou gourmet perderam bastante mercado: 78% das pessoas pararam de comprar esses itens ou reduziram o seu consumo;
•      Chocolates também registra queda considerável: 57% das pessoas dizem ter diminuído o consumo em função da crise;
•      Produtos sem glúten, sem lactose, zero açúcar e zero gordura também perdem espaço: 39% afirmam ter reduzido o consumo desses produtos
•      Orgânicos e saudáveis também perdem: 38% diminuíram o seu consumo e não estão dispostos a pagar mais por esses itens;
•      Café é a categoria mais imune à crise: 63% mantiveram o mesmo padrão de consumo; Além disso, 30% dos brasileiros afirmam  não abrir mão de sua marca favorita, independentemente do preço; Já 56% dos entrevistados elegem um grupo de marcas favoritas e faz trocas de acordo com o melhor valor. 
•      Arroz, feijão e açúcar também sofrem menos: 69% dos entrevistados mantiverem o mesmo padrão de consumo;
•      O mesmo acontece com Higiene e Perfumaria: 66% mantiveram o mesmo padrão de consumo nessa categoria.
•      53% diminuíram o consumo de salgadinhos e 23% pararam de comprar esse tipo de produto;
•      48% das pessoas reduziram o consumo de bebidas alcoólicas (destilados e vinhos); 23% excluíram alcoólicos da sua cesta;
•      66% dos entrevistados diminuiu o consumo de cerveja; 
•      51% diminuiu o consumo de congelados como hambúrguer e pratos prontos; 16% parou de comprar essa categoria;
•      39% reduziram o consumo de produtos sem glúten, sem lactose, zero açúcar e zero gordura;
•      51% mantiveram o mesmo padrão de consumo de carnes, aves e peixes, contra 39% que diminuíram o consumo nessa categoria.
 
O estudo identificou ainda que, na hora de decidir suas compras, o brasileiro elege um grupo de marcas preferidas e, dentre elas, escolhe a mais barata:
•      Café: 56% dos entrevistados elegem um grupo de marcas favoritas e faz trocas de acordo com o melhor valor. Apenas 15% admitem comprar as opções mais baratas;
•      A categoria Cervejas também apresenta maior fidelidade dos brasileiros às suas marcas preferidas: 27% não abrem mão de sua marca favorita; 60% escolhem o melhor preço entre um grupo de marcas preferidas;
•      25% dizem não abrir mão das suas marcas preferidas na categoria Higiene e Perfumaria;
 
Além disso:
•      Os consumidores estão mais exigentes e pesquisando mais: 70% dos entrevistados disseram que, com a crise, passaram a pesquisar preços pela internet;
•      42% começaram a buscar na internet dicas e sugestões para ajudar nas despesas;
•      49% passaram a procurar dicas de como substituir produtos e serviços por outros mais baratos;
•      35% começaram a ler avaliações de produtos feitas por outros usuários antes de efetuar a compra;
•      Os principais fatores que os consumidores buscam na hora da compra, por ordem de importância, são: satisfação pessoal, praticidade/conveniência, familiaridade, inovação e status;
•       Isso demonstra que as pessoas priorizam a sua satisfação, mas consideram a conveniência como algo essencial. As marcas precisam oferecer soluções que ajudem o consumidor no dia-a-dia, além de diversas opções de pagamento;
•      O consumidor valoriza muito promoções com parcerias (ex: Uber + Diletto ou Easy Taxi + Johnny Walker).
 
Sobre a pesquisa
A pesquisa quantitativa foi realizada pela Dunnhumby, no Brasil, em setembro de 2016 e é referente ao comportamento do consumidor nos últimos seis meses. Foram entrevistados 946 homens e mulheres  das classes A, B e C, responsáveis ou co-responsáveis pelas compras no domicílio.  Há 25 anos no mercado, Dunnhumby  analisa dados de transações de mais de 700 milhões de shoppers globalmente (11% da população mundial), e cria experiências de compra personalizadas em plataformas digitais, mobile e canais de varejo em geral. 

Com informações de Mariana Riccioppo - E-mail: mariana@m2press.com.br
(11) 3032.8237 – Pinheiros – São Paulo.

Alta do Algodão Momento Ideal Para Produtores Realizarem Vendas

Uma alta dos negócios do algodão na Bolsa de Nova York (EUA) marcam o atual momento para a commodity, com repercussão já nos preços do mercado interno...


Cerca de 69% dos MPEs Não Têm Intenção de Investir

Dados do indicador mensal do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes (CNDL) mostram que a intenção dos micro e pequenos empresários...


Evair de Melo Firma Posição Para Evitar Importação de Café

O fantasma da importação volta a assustar os produtores de café e o tema será discutido no Ministério da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (MAPA), em Brasília...


Estado Tem Agora Sua Associação de Personal Trainers - AESPT

Um grupo de profissionais criou aqui no Estado a Associação Espírito-santense de Personal Trainers – AESPT, que passou a ser a quinta entidade no Brasil...


Biomas: Mobilização Deve Ser Arma Contra Destruição

Os setores organizados da sociedade precisam se mobilizar amplamente contra a destruição do meio ambiente, que ameaça os cursos de água, a fauna, a flora e a vida de todos os brasileiros...


Ver mais