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Brasil Precisa de Mais Usinas de Álcool e Açúcar e Governo Reconhece

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29/09/2016

Por: Redação*

Para os próximos 10 anos, o governo não sabe se 27 novas usinas de álcool e açúcar serão construídas ou se 27 deixarão de funcionar. Na situação política e econômica atual, investimentos em novas usinas não fazem parte da realidade nem das empresas mais saudáveis, especialmente com tantos ativos depreciados disponíveis no mercado. Mesmo a reativação de usinas ainda é uma incógnita.

Persistindo este cenário, a oferta de etanol será limitada e a consequência virá na forma de insegurança energética. Mas isso os usineiros já sabem e não cansam de apresentar. A novidade é que o governo, indiretamente, reconheceu a situação de incerteza que domina o mercado e, agora, começa a pensar nas consequências para o país no médio e longo prazo.

Um estudo apresentado recentemente pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia (MME), mostrou que o desenvolvimento da indústria de açúcar e etanol no Brasil é uma incógnita. O trabalho concluiu que é de “suma importância” um aprofundamento no assunto para o bem do abastecimento do mercado e do planejamento energético.

O estudo apresentou três diferentes cenários em forma gráfica e um quarto — mais sombrio — em formato de texto. O pior dos cenários ficou de fora dos gráficos oficiais, mas os quatros cenários estão agrupados no infográfico abaixo, elaborado pelo novaCana.com.

O pior cenário é o mais alarmante, pois considera uma situação desfavorável semelhante a dos últimos anos: políticas públicas insatisfatórias e uma forte necessidade de as empresas reduzirem seus custos de produção, impactando a produtividade agrícola.

Com a continuidade desta situação, a EPE alerta que o Brasil chegará em 2025 precisando importar ou aumentar a produção nacional em cinco bilhões de litros de gasolina. “Ou seja, 15% da demanda prevista para aquele ano e superior ao máximo histórico importado de 3,7 bilhões em 2012”, enfatiza o estudo. Na visão dos especialistas do governo, importações acima da 10% representam um risco para o abastecimento nacional.

A última década foi repleta de altos e baixos para o setor sucroenergético. Ao mesmo tempo em que o país viu a implantação de 136 novas usinas entre 2005 e 2015, o Brasil também presenciou o fechamento de 95 unidades.

Agora, para os próximos 10 anos, a situação está aberta e a empresa governamental ligada ao MME não tem condições de saber se o Brasil terá problemas com o abastecimento.

Observando os dados de abertura e fechamento de usinas ano a ano, a crise do setor e o consequente desaceleramento se tornam mais claros, conforme aponta relatório elaborado pela EPE. “O número de novas unidades implantadas caiu significativamente desde 2008 e não há expectativa de que esse panorama se alterará até 2020”, relata o documento.

Contudo, o órgão ainda afirma que o número de unidades fechadas por ano também sofreu uma redução, o que poderia ser interpretado como um indicativo de que o momento da virada se aproxima.

A aposta média da EPE é de que haverá políticas governamentais de incentivo ao etanol, como alterações na Cide, no PIS/Cofins e no preço da gasolina, além de modificações do ICMS em alguns estados.

Nesse caso, o órgão prevê a abertura de 12 novas unidades, que aumentarão a capacidade de moagem de cana em cerca de 43 milhões de toneladas. Considerando também as reativações e os fechamentos – concentrados em 2016, 2017 e 2018 –, o Brasil teria um saldo positivo de doze unidades, que somariam cinco milhões de toneladas de cana à capacidade de moagem do setor.

A partir de 2021, quando o setor estará mais estabilizado e com um canavial renovado, o perfil médio das novas unidades envolverá uma capacidade de moagem média de 3,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por usina.

Dentro de uma perspectiva mais otimista – com os incentivos governamentais acentuados, um número maior de projetos e em uma maior produtividade agrícola – a 
EPE acredita na entrada de 19 novas unidades, o que aumentariam a capacidade de moagem em cerca de 65 milhões de toneladas. Nesse caso, a partir de 2021, as novas unidades teriam uma moagem média de 3,5 milhões de toneladas.

Observando que outras nove unidades seriam fechadas e outras 17 seriam reativadas, seriam adicionadas 15,6 milhões de toneladas de cana na capacidade de moagem do setor.

Já a perspectiva pessimista, onde haveriam poucas políticas de incentivo ao etanol, aponta para a abertura de apenas sete novas unidades, somando cerca de 22 milhões de toneladas. A partir de 2021, a capacidade média das novas unidades seria de 3,3 milhões de toneladas.

Nesse caso, apenas seis unidades seriam reativadas e 21 encerrariam suas atividades. Com isso, o setor terminaria a década 2016-2015 com oito usinas a menos que o registrado em 2015, além de enfrentar a diminuição de 20 milhões de toneladas de cana na capacidade total de moagem do setor.

No pior cenário, abaixo da perspectiva pessimista, o saldo de reativações e fechamentos proporcionará uma diminuição de 27 usinas, o que corresponde a uma perda de capacidade de processamento de 43 milhões de tonaleadas de cana (veja infográfico acima com os detalhes desta previsão).

Comparando a pior e melhor estimativa para 2025, é possível perceber que o futuro do setor ainda é bastante dependente das decisões governamentais. A variação entre uma previsão e outra envolve o destino de 54 usinas sucroenergéticas, deixando incerta a moagem de moagem de 123 milhões de toneladas.

Diante disso, a EPE conclui: “o aprofundamento desse estudo mostra-se de suma importância para determinar a pertinência e o alcance das políticas públicas direcionadas ao abastecimento do mercado de veículos do Ciclo Otto e à melhor condução do planejamento energético do setor de transportes no médio e longo prazos.”

O levantamento ainda traz previsões considerando capacidade total de moagem, área plantada, rendimento agrícola, ATR, produção de açúcar e de etanol e demanda de etanol.

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