1. capa
  2. Negócios
  3. Economia
  4. Política
  5. Ambiental
  6. Cidades
  7. Opiniões
  8. Cultura
  9. Oportunidades
  10. vídeos

Energia Renovável é a Resposta Para Dilema Entre Crescimento e Emissões de CO2

enviar por email

23/06/2016

Por: Luiz Eduardo F. do Amaral Osorio* 

O setor de energia desempenha um papel crucial para o desenvolvimento sustentável do planeta neste século. Em um momento de transição para uma economia de baixo carbono, o principal desafio será equilibrar a demanda crescente por energia com o uso racional dos recursos naturais e a redução das emissões de gases de efeito estufa. 

Até 2050, a Organização das Nações Unidas estima que dois terços da população global, ou 6,3 bilhões de pessoas, estarão vivendo sem centros urbanos. Isso equivale a uma nova cidade com 1,4 milhão de habitantes a cada semana nos próximos 36 anos. Será preciso uma preparação para atender à expansão econômica liderada pelos países emergentes, cujo padrão de consumo é inferior ao das nações desenvolvidas, o que exigirá a adoção de novas soluções sustentáveis para as cidades do futuro. 

Diante desse contexto, tornam-se ainda mais relevantes os investimentos em fontes limpas de energia e em eficiência energética. De acordo com relatório da Agência Internacional de Energia Renovável, se a participação dessas fontes fosse dobrada para 36% até 2030 no mix energético global, os gastos ambientais evitados poderiam chegar a US$ 4,2 trilhões. Para alcançar essa realidade, será preciso que os países coordenem seus marcos regulatórios e estimulem o ingresso dessas fontes alternativas em suas matrizes de energia. 

No Brasil, onde a média de consumo de energia elétrica per capita está em 2,5 mil kWh por ano, bem abaixo dos 8,2 mil kWh por ano das nações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a matriz elétrica contrasta com boa parte do mundo. Mais de 80% da geração é oriunda de fontes limpas, com ênfase para as hidrelétricas, enquanto em boa parte do mundo o carvão é o principal insumo.

Um destaque recente no País tem sido o forte crescimento, apesar de já ter uma matriz limpa, da participação das energias renováveis alternativas, como a eólica, a solar e a biomassa, que já respondem por cerca de 15% da oferta elétrica interna. Isso sinaliza que, à medida que o consumo per capita brasileiro avançar, essa expansão da demanda será atendida por fontes renováveis de energia.

De fato, o futuro brasileiro no campo das renováveis é promissor: em usinas eólicas, o País já é um dos dez maiores geradores do mundo, com 8,6 mil MW, e detém potencial considerável, com mais de 300 mil MW de capacidade podendo ser adicionados nos próximos anos, volume equivalente a 21 hidrelétricas de Itaipu; em solar, a Aneel, o regulador local do setor elétrico,prevê que, até 2024,quase 5 milhões de pessoas produzam sua própria energia. A fonte, cuja participação atual na matriz não chega a 0,1%, poderia responder por 3% em dez anos, sem considerar o imenso potencial para o uso residencial e industrial. Até 2050, o governo brasileiro estima que a geração solar distribuída possa alcançar até 118 mil MW. 

O caminho adotado pelo Brasil tem sido o de conciliar a contratação de energia por meio de leilões com participação de agentes privados em que as fontes alternativas têm importante papel. Exemplo está nas usinas eólicas. Em 2004, foi criado o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa). Em 2009, estabeleceu-se um leilão anual com foco na contratação de usinas eólicas, para criar demanda firme à indústria fornecedora. OBNDES, banco de desenvolvimento local, passou a conceder empréstimos com juros mais baixos para aquisição de equipamentos com índice de nacionalização da produção superior a 60%. 

Em 2009, o preço da energia eólica, que chegou a custar mais de US$ 57,08/MWh(US$ 1 = R$ 3,46) no início da década, despencou para US$ 39,07/MWh; atualmente, o preço está próximo ao patamar de algumas hidrelétricas. O Brasil contava com um fabricante de aerogeradores em 2004 e hoje conta com cerca de dez, com mais de 100 empresas participantes da cadeia produtiva eólica, muitas delas estrangeiras. 

Dentro deste contexto global, a CPFL Energia aperfeiçoou, em 2009, o seu planejamento estratégico e reforçou a sustentabilidade em sua plataforma corporativa, priorizando investimento em fontes renováveis, inovação e uso inteligente dos recursos.Essa estratégia está suportada por investimentos em inovação e projetos de P&D direcionados às tecnologias verdes, como mobilidade elétrica. Esta é a nossa contribuição para que o País cumpra as suas metas no Acordo sobre Mudança Climática de Paris, quando se comprometeu, até 2030, a elevar de 10% para 23% o uso de energias renováveis alternativas na sua matriz elétrica.

(*)Vice-Presidente Jurídico e de Relações Institucionais da CPFL Energia.

Cesan faz Leilão Bilionário em Junho para Tratar Esgoto de 43 Cidades do ES

O leilão acontece no dia 17 de junho e contará com parcerias público-privadas (PPP’s)..


Brasileiros Podem Pagar Conta de Luz com Preço de “Bandeira Vermelha Permanente”

Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima a elevação do custo de energia em 9% nos próximos 25 anos se vetos..


De Tiradentes em Minas Gerais Para França

Mostrar de cinema mineiro ganha programação especial em Paris, capital mundial do cinema...


Comunicação de Lula não Consegue Reverter Queda da Popularidade

Lula escalou o publicitário Sidônio Palmeira para tentar reverter a queda da popularidade, mas que não tem surtido o efeito esperado...


Comunicação de Lula não Consegue Reverter Queda da Popularidade

Lula escalou o publicitário Sidônio Palmeira para tentar reverter a queda da popularidade, mas que não tem surtido o efeito esperado...


Comunicação de Lula não Consegue Reverter Queda da Popularidade

Lula escalou o publicitário Sidônio Palmeira para tentar reverter a queda da popularidade, mas que não tem surtido o efeito esperado...


Ver mais