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Biomas: Mobilização Deve Ser Arma Contra Destruição

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26/06/2017

Wanderley Araújo/Web Ales *
 
Os setores organizados da sociedade precisam se mobilizar amplamente contra a destruição do meio ambiente, que ameaça os cursos de água, a fauna, a flora e a vida de todos os brasileiros. O alerta foi feito durante sessão especial da Assembleia Legislativa do Espírito Santo - ALES, no Brasil, realizada na noite de ontem,  quarta-feira (21), para debater a Campanha da Fraternidade 2017 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), focada na preservação dos biomas e na defesa da vida. 
 
O professor de Ecologia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Gustavo Silva citou que restam apenas 7% de Mata Atlântica em todo o país. No Espírito Santo a devastação do bioma foi provocada, em grande escala, pelo plantio de café e também pela implantação de eucaliptos para a indústria de celulose. 

Nos cerrados, explicou Gustavo Silva, o desmatamento é causado, sobretudo, pelas culturas de soja e de outros grãos, num processo de degradação agravado pelo uso intensivo de agrotóxicos, que contaminam os solos e os alimentos. 

Amazônia

Já na Floresta Amazônica a extração de madeira continua dizimando árvores, num processo de desmatamento que, apesar de alguns esforços de governos e de entidades ambientais, nunca parou de crescer. Segundo Gustavo Silva, cerca de 70% de tudo o que envolve madeira no Brasil vem da Amazônia. “É uma pressão muito violenta”. 

A consequência disso é que, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), divulgado em janeiro deste ano, entre agosto de 2015 e julho de 2016, oito mil quilômetros quadrados do bioma da Amazônia foram totalmente devastados, sendo a maior taxa desde 2008. Isso equivale a mais de 1 milhão de campos de futebol ou sete vezes a área da cidade do Rio de Janeiro. 

Rio Doce 

A irmã Rita Cola, missionária agostiniana, lamentou a ausência de autoridades de órgãos do Estado ligados ao meio ambiente na sessão especial. Ela disse que não só no Espírito Santo, mas no país como um todo há desinteresse do poder público em resolver, de fato, os problemas ambientais. “Pelo menos está sessão está sendo transmitida pela TV da Assembleia Legislativa, e esperamos que esse clamor chegue às pessoas por meio da televisão”. 

A religiosa afirmou que, se o Brasil não se preocupa com a tragédia no Rio Doce (provocada pela lama da Samarco), os países lá fora andam se preocupando. “Tanto se preocupam que há uma missão de alemães na região de Colatina vendo de perto o tamanho do estrago (no rio)”. 

O secretário de Estado de Meio Ambiente, Aladim Cerqueira, foi representado na sessão pelo assessor Marcos Sossai. Ele disse que, graças às ações do governo estadual, 300 mil hectares de florestas capixabas estão se recuperando.
 
O subsecretário estadual da Casa Civil para Coordenação Política, Giuliano Nader, afirmou que a recuperação de áreas degradadas está se tornando realidade, principalmente, em função do Projeto Reflorestar. A iniciativa tem como objetivo promover a restauração do ciclo hidrológico por meio da conservação e recuperação da cobertura florestal, com geração de oportunidades e renda para o produtor rural, estimulando a adoção de práticas de uso sustentável dos solos.

O coordenador da Pastoral Ecológica da Arquidiocese de Vitória, padre Robinson Castro, citou que, pela sétima vez, a CNBB está usando o meio ambiente como tema da Campanha da Fraternidade. O assunto foi abordado também nos anos de 1979, 1986, 2004, 2007, 2011 e 2016. “A preocupação com o meio ambiente tem de ser permanente. É um assunto que não pode se esgotar jamais”.  

O proponente da sessão especial, deputado Rodrigo Coelho (PDT), líder do governo na Casa, destacou que a CNBB cumpre um papel de extrema importância todos os anos ao promover a Campanha da Fraternidade. “São temas importantes, que precisam ser discutidos, pois somente com comprometimento nas causas fraternas, ambientais e sociais, a sociedade terá chance de vencer os seus desafios, corrigindo os erros praticados pelo próprio homem”. 

Durante o evento, o grupo Fraternidade e Vida, colegiado de Vila Velha que atua na conscientização ambiental dos cristãos, fez uma encenação no plenário sobre os biomas. O grupo nasceu durante a Campanha da Fraternidade de 2011, cujo tema foi "Fraternidade e Vida no Planeta". 

 


 

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