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Eu, a Colher de Pau e o Angu

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30/01/2017 - por Nancy Araújo de Souza

         
     Hoje, me veio uma vontade de falar sobre algo bem diferente de tudo quanto escrevi até então. Nenhuma razão especial  me motivou. Nada de desalento com a política brasileira, nem com as notícias atuais que pipocam a cada momento trazendo surpresas assustadoras, nenhuma revolta com o novo presidente americano, que foi eleito democraticamente pela minoria, porem segundo critérios que para nós são estranhos, nem tampouco qualquer assunto que me tenha aborrecido. Simplesmente me veio a vontade de falar sobre cozinha, colher de pau e outros objetos com os quais não convivo muito bem. 

    Quem me conhece sabe que nunca escondi que não me dou bem  com a cozinha, este espaço do lar cheio de objetos desagradáveis principalmente o tal fogão, este, então, me desagrada de verdade, nós dois temos aquela incompatibilidade de nascença.Aqui, faço um parêntese para explicar que a despeito de não gostar de cozinhar, me viro bem  quando preciso, e é sempre. 

Minha mãe me ensinou que  para alguém ter cozinheira primeiro precisa saber fazer, para depois exigir. Aprendi direitinho e quando precisei entregar a cozinha para ajudantes sempre soube explicar como eu gostava dos pratos e pude ensinar o que elas não sabiam. Na cozinha, faço um trivial, bem trivial, coisinhas simples, mas saborosas, comidas mais leves e fáceis. De pratos complicados procuro ficar longe, mas às vezes me arrisco a fazer e até que já acertei algumas vezes. O fato é que fujo da cozinha sempre que possível. Minhas receitas preferidas são aquelas em que colocamos tudo no liquidificador e já sabem....rsrs.

  Raras vezes convidei amigos para um almoço ou jantar. Convido para café, lanchinho à tarde quando ofereço guloseimas que adquiro na padaria. Há pouco tempo combinei com um amigo que mora em país distante que faria para ele uma feijoada brasileira quando lá voltasse, porque ele me falou da vontade de experimentar este nosso prato. Arrependi-me demais e não vou cumprir o trato, talvez  leve aquela feijoada enlatada, se ainda existir. Imaginem se sei fazer uma feijoada! Nem gosto deste prato tão gorduroso. A gente faz umas doideiras sem pensar, depois passa vergonha.

     Divaguei demais e quase me esqueço do assunto que me motivou: o angu, sim o angu que me meti a fazer para o almoço de ontem. Há anos, muitos anos não faço angu.É complicado, demorado, às vezes fica cru, outras vezes empelota todo, mas é um prato que sei fazer e faço muito bem, sem modéstia, mas deixo para comer quando vou ao interior, na casa do meu irmão. 

Mas voltando ao angu, o que me levou a tal desatino foi a lembrança de um prato que como bastante na Madeira e é uma delícia: espada com salada e “milho frito” que é o nosso angu frito. O deles é branquinho por dentro, delicioso e crocante como o nosso. Lembrei que havia comprado fubá para uma broa e resolvi fazer o angu para fritar. Deu certo e eu e minha filha nos fartamos no almoço de hoje. O problema foi primeiro não ter uma panela adequada, panela inox esquenta demais e é um perigo para queimar o fubá antes de cozinhar. 

Aí eu vi que ia ser difícil. Fiz tudo direitinho com a panela inox mesmo e deixei, como de hábito uma vasilha com água fervendo ao lado. Coloquei o fubá diluído em água fria com os temperos e levei a panela ao fogo. Antes de pôr a água fervente fui procurar a colher de pau e cadê ela? Tinha ido para o lixo! A melhor colher de pau que já tive eu consegui quebrar no último panelaço...Xinguei demais o PT, essa gente sempre me dando dissabores e prejuízo. Tive que me virar com uma colherzinha de pau pouco maior que a colher de sopa. 

A panela esquentava demais, o angu engrossava muito e eu colocava  água fervente e mexia para  desempelotar, porque a essa altura, vocês imaginam o que o meu angu ia virar...Não parava de mexer e meu braço doía pra caramba e esquentava também porque a colher era pequena eu não podia parar de mexer, e não parava de xingar o tal partido responsável por eu ter quebrado a outra colher de pau. 

Atrasei o almoço pois não podia largar a panela do angu que ia queimar e por pouco nosso almoço não foi só este prato... Finalmente consegui um saboroso angu para comer com a verdura de ontem e hoje, comemos  o crocante “milho frito”, matei o desejo e a saudade da Madeira. Valeu a pena. Agora, pretendo ficar mais um longo período longe do angu. Alguém sabe me explicar por que é preciso mexer o angu com uma colher de pau? " Obrigada. Abraços!

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