1. capa
  2. Negócios
  3. Economia
  4. Política
  5. Ambiental
  6. Cidades
  7. Opiniões
  8. Cultura
  9. Oportunidades
  10. vídeos

Abuso de Poder Econômico?

enviar por email

07/07/2023

O Supremo Tribunal Federal – STF recebeu da Google o pedido do fim de inquérito por campanha contra o Partido Liberal - PL das fake news. Na petição protocolada ao STF, a empresa diz que tem contribuído para o debate democrático de ideias, e não o contrário.

Da Redação
quinta-feira, 6 de julho de 2023
Atualizado às 07:28
 
Na última quarta-feira, dia 5 de julho de 2023, a defesa do Google pediu ao Supremo Tribunal Federal - STF o arquivamento do inquérito que investiga executivos da empresa por suposta participação em campanha abusiva contra o projeto de lei PL 2.630/20, conhecido como PL das Fake News, aqui no Brasil.

Aberto em maio, o inquérito partiu de um pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, à Procuradoria Geral da República - PGR. Na época, ele afirmou que o Google estaria realizando "contundente e abusiva" ação contra a aprovação do PL.

Na petição protocolada ao STF, a empresa diz que tem contribuído para o debate democrático de ideias, e não o contrário. E alega que "não há quaisquer atos criminosos a serem investigados".
 
Trata-se de inquérito policial instaurado a pedido da PGR para apurar a suposta prática dos crimes previstos nos artigos 359-L do Código Penal, 67 e 68 da lei Federal 8.078/90, 4º inciso I e 7º inciso VII da lei Federal 8.137/90.

De acordo com a manifestação do parquet, teria sido realizado um estudo pelo Netlab que "sugere que a Google vem se aproveitando de sua posição de liderança no mercado de buscas para propagar suas ideias e influenciar negativamente a percepção dos usuários sobre o projeto de lei [2.630/2020] em prol de seus interesses comerciais, o que pode configurar abuso de poder econômico", e que a empresa "tem lançado mão de toda sorte de artifícios em uma sórdida campanha de desinformação, manipulação e intimidação, aproveitando-se de sua posição hegemônica no mercado".
 
No documento ao STF, a defesa do Google esclarece que a empresa e seus representantes jamais incentivaram ou participaram, de qualquer forma, de atos de disseminação de desinformação, discursos de ódio, apologia a crimes ou qualquer tipo de ataques a instituições públicas.

"A PETICIONÁRIA jamais realizou campanha difamatória contra o referido projeto de lei, na medida em que, inclusive, sequer é contrária à criação de leis destinadas a regulamentar os serviços prestados pelos provedores de aplicações de internet."

Segundo o Google, seja por meio de textos em seu blog, seja por meio de frases na homepage oficial da companhia, sempre tiveram o objetivo de fomentar o debate para uma melhor reflexão e maturação do texto legislativo que, a seu ver, ainda merecia aprimoramentos.

Relativamente ao buscador, também esclareceu que jamais houve qualquer movimento no sentido de beneficiar conteúdos específicos, conforme aparentemente indica o relatório divulgado pelo Netlab.

"Como exposto pela PETICIONÁRIA nos autos do Inquérito 4.781, a Busca da Google é uma ferramenta automatizada de indexação de páginas disponibilizadas na internet, que tem como função organizar e catalogar informações. Deste modo, quando o usuário realiza uma busca por meio de palavras-chave, a ferramenta automatizada analisa bilhões de páginas e seleciona informações que considera úteis ao usuário. Assim, a Busca da Google não hospeda conteúdo, mas apenas indexa e apresenta a relação de páginas hospedadas por terceiros."

De acordo com a empresa, essa ferramenta de indexação é dinâmica e pondera diversos fatores e sinais para produzir o resultado de uma consulta, como a relevância, a qualidade, a usabilidade das páginas, o contexto da pesquisa e a data do conteúdo.

"Essa lista de resultados é conhecida como busca orgânica. Uma vez que os resultados são automáticos e estruturados a partir de uma combinação de fatores pré-definidos, não é possível que usuários alterem a ordem de apresentação dos resultados orgânicos, seja por meio de pagamentos, seja por qualquer outra forma."

Por fim, sustenta que suas manifestações representam mero exercício, livre e democrático, de seu direito à liberdade de expressão, não podendo ser confundido com qualquer tipo de infração penal violenta com intenção antidemocrática.

"Ao contrário do que prevê o tipo penal indicado, as manifestações da PETICIONÁRIA objetivam o fortalecimento do Estado Democrático por meio do debate, exposição de ideias, engajamento político, representando a verdadeira antítese do delito mencionado."

Assim sendo, pediu o arquivamento do inquérito, uma vez que não haveria quaisquer atos criminosos a serem investigados.

A petição é assinada pelos advogados Pierpaolo Cruz Bottini e Aldo Romani Netto, do escritório Bottini & Tamasauskas Advogados.

As informações são do Processo ( Inq 4.933)  na Justiça Brasileira, que está no link: https://www.migalhas.com.br/quentes/389502/stf-google-pede-fimque -de-inquerito-por-campanha-contra-pl-das-fake-news

Cesan faz Leilão Bilionário em Junho para Tratar Esgoto de 43 Cidades do ES

O leilão acontece no dia 17 de junho e contará com parcerias público-privadas (PPP’s)..


Brasileiros Podem Pagar Conta de Luz com Preço de “Bandeira Vermelha Permanente”

Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima a elevação do custo de energia em 9% nos próximos 25 anos se vetos..


De Tiradentes em Minas Gerais Para França

Mostrar de cinema mineiro ganha programação especial em Paris, capital mundial do cinema...


Comunicação de Lula não Consegue Reverter Queda da Popularidade

Lula escalou o publicitário Sidônio Palmeira para tentar reverter a queda da popularidade, mas que não tem surtido o efeito esperado...


Comunicação de Lula não Consegue Reverter Queda da Popularidade

Lula escalou o publicitário Sidônio Palmeira para tentar reverter a queda da popularidade, mas que não tem surtido o efeito esperado...


Comunicação de Lula não Consegue Reverter Queda da Popularidade

Lula escalou o publicitário Sidônio Palmeira para tentar reverter a queda da popularidade, mas que não tem surtido o efeito esperado...


Ver mais