Da: Redação*
Enquanto as geleiras continuam derretendo devido ao aquecimento global, causado pelas mudanças climáticas, a polícia da Suíça está preocupada com o aparecimento de cada vez mais corpos humanos, encontrados por baixo do gelo. Recentemente, os corpos congelados e mumificados de um casal de alpinistas, que desapareceram uns 76 anos atrás nos Alpes suíços, na Europa é apenas o prenúncio de algo terrível que se espera, pois o gelo nas famosas montanhas revela cada vez mais restos humanos, de acordo com a polícia local. As autoridades detectaram nos últimos meses um aumento significativo de corpos humanos encontrados nesta zona.
A descoberta mais recente é o corpo de um homem que desapareceu há 30 anos. Uma equipe de resgate liberou seus restos na semana passada após alpinistas terem notado uma mão e dois sapatos saindo da neve, noticia o Guardian, um jornal daquela regiao. Os especialistas analisaram o DNA do homem e chegaram à conclusão que este pertencia a um cidadão alemão que desapareceu em 1987.
Além disso, recentemente, no Monte Branco, nos Alpes franceses, foram encontrados os restos de um passageiro envolvido no acidente com um avião da companhia aérea Air India, que ocorreu há 50 anos. Esta região também está sofrendo os mesmos efeitos que os verificados nas geleiras da Suíça.
Históricos
Ao longo dos últimos duzentos anos, centenas de pessoas foram registradas como desaparecidas na Suíça. A maioria teria ficado presa no gelo, em correntes ou rachaduras em consequência de acidentes ou suicídio. No entanto, as autoridades suíças acreditam que alguns dos casos podem ter estado ligados a crimes.
A prova disso foram os corpos congelados de um casal suíço (Marcelin e Francine Dumoulin) que desapareceu há 76 anos nos Alpes que foram encontrados em jullho de 2017, em uma geleira que está encolhendo. Marcelin e Francine , pais de 7 filhos, tinham saído para tirar leite de suas vacas em um campo no vilarejo de Chandolin, no distrito de Valais, no dia 15 de agosto de 1942.
"Nós passamos nossas vidas inteiras procurando por eles, sem parar. Nós pensávamos que poderíamos dar a eles o funeral que mereciam um dia", disse a filha mais nova do casal, Marceline Udry-Dumoulin, de 79 anos, ao jornal frances "Le Matin".