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Mais Ciclovias e Calçadas. Retrocesso não!

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21/04/2017

Da redação*
 
Um dia após a abertura do Fórum Mundial da Bicicleta, no México, e das comemorações dos 200 anos de invenção da Draisiana, a avó alemã da bicicleta, e que divulgamos a inclusão de um capítulo sobre a bicicleta no Código de Trânsito Brasileiro, acordamos hoje com a informação de que a Prefeitura de São Paulo pretende substituir parte dos 468 km de ciclovias da cidade por ciclorrotas, sugerindo que os ciclistas deverão voltar a compartilhar o asfalto com automóveis, caminhões, ônibus e motocicletas.
 
Compartilhar é um conceito interessante, desde que o trânsito seja acalmado, fiscalizado, e tenha suas velocidades reduzidas, para segurança de pedestres, ciclistas, motociclistas e também dos motoristas. Mas não é isso o que se vê nas ruas e avenidas brasileiras, como constatamos, todos os dias, com as notícias sobre atropelamentos e mortes de crianças, jovens e idosos, na maioria dos casos, pedestres, ciclistas e motociclistas.
 
Assim, a expansão da rede cicloviária é um ponto de honra para qualquer gestor público que queira melhorar a mobilidade urbana em sua cidade e proteger as vidas de seus moradores. Há um ano questionávamos o então secretário de Transportes da cidade, Jilmar Tatto, sobre a qualidade das ciclovias recém-implantadas, que apresentam, de fato, muitos problemas. Tatto declarou que primeiro se tratava de ocupar espaços até então usados apenas pelos automóveis e que no futuro essas ciclofaixas poderiam ser melhoradas e consolidadas. 

Se há problemas na rede cicloviária paulistana , o que se espera é que o prefeito João Dória e seu secretário de Transportes Sérgio Avelleda trabalhem para corrigí-los e para ampliar a rede cicloviária, de forma a integrá-la aos transportes de massa, tal como fizeram as cidades da Alemanha, Dinamarca e Holanda, citadas pelo "bikeanjo" JP Amaral, em entrevista ao Mobilize. 

Da mesma forma, a melhoria das calçadas  - essa coisa simples, singela, mas sempre abandonada pelas prefeituras  - também é um fator básico para a segurança e conforto de quem caminha, seja uma criança, um idoso, ou uma pessoa com deficiência. Assim, seguimos apoiando a campanha Calçada Cilada, que já flagrou mais de mil armadilhas nas calçadas do país. A maratona segue até o final de abril e está aberta à participação de qualquer pessoa. Basta usar o app Colab, fotografar e registrar a #cilada. 

Por fim, lembramos que nesta sexta-feira (28) ocorrerão bicicletadas em todo o mundo, inclusive aqui no Brasil e na sofrida cidade de São Paulo. Pedestres e cadeirantes também são bem-vindos :-)  (*) - Marcos de Sousa-Editor do Mobilize Brasil.
 
Calçadas ciladas
 
Durante este mês de abril está acontece a campanha nacional “Calçada Cilada”, idealizada pelo Instituto Corrida Amiga, de São Paulo, com apoio de organizações parceiras. Até ontem, dia 20.04.2017, a Campanha já havia alcançado  quase mil denúncias, vindas de pessoas preocupadas com o problema das calçadas dos quatro cantos do país. As #ciladas mais frequentes são calçadas estreitas, esburacadas, irregulares, com degraus e obstruídas (por comerciantes, resíduos, entulhos, carros etc.). Isso, quando há calçadas, pois em muitos locais esse espaço é inexistente. 
 
Agora, reflita: as calçadas são o nosso primeiro contato com o espaço público, as vias por onde caminhamos e acessamos quaisquer serviços na cidade. Em algum momento do dia, todos somos pedestres e acessaremos as calçadas. Portanto, calçadas sem ciladas são a garantia inicial do acesso à cidade perpassando a garantia de direito à cidade.
 
O objetivo da Campanha é engajar a população em favor de cidades caminháveis e acessíveis, dando os meios para que as pessoas fiscalizem as calçadas com o aplicativo Colab e a hashtag #Cilada. A prioridade é o mapeamento de passeios com grande fluxo de pedestres. 
 
O processo que deflagrou a campanha Calçada Cilada ocorreu em 2014, com a postagem nas redes sociais de 33 imagens de pessoas fazendo careta numa cilada em calçadas.
 
Em 2015, as más condições dos pavimentos passaram a ser reportadas com o uso de um aplicativo e da plataforma online. Naquela ocasião, foram mapeadas cerca de 300 ocorrências, em 41 municípios de 16 estados da federação.
 
No ano passado, a campanha deu um salto: foram mais de 2 mil ocorrências, em cerca de 80 municípios de 17 estados. Já então a equipe do Corrida Amiga contou com o apoio e participação de cerca de 40 organizações parceiras, que ajudaram na divulgação da campanha. O resultado foram mais de 300 matérias na imprensa divulgando a Calçada Cilada.
 
Como dito no início, a campanha se propõe a mobilizar pessoas e cidades em todo Brasil, colocando em pauta a questão da qualidade das calçadas e seu impacto na saúde, segurança e mobilidade de seus cidadãos. 
 
Para isso, a ideia é reunir um considerável levantamento de dados sobre as condições das calçadas e fazer os resultados pós-mapeamento. Com este material em mãos, os passos seguintes são: 
 
- Exigir dos entes públicos e privados acessibilidade universal (Lei Brasileira de Inclusão 13.146/2015);
- Conseguir requalificar calçadas com apoio do programa Soluções para Cidades, da ABCP. É calçada cilada virando “calçada cidadã”! 
- Realizar eventos de mobilização em todas as regiões do Brasil ao longo do mês de abril 
   
Como participar

Baixe o aplicativo Colab disponível gratuitamente para as plataformas Android e iOS e, no próprio aplicativo, cadastre-se;
 Vá em mais (+) -> fiscalize um problema;
Selecione a categoria Pedestres e Ciclistas e a subcategoria correspondente, por ex. Calçada Irregular;
Tire a foto da calçada cilada;
Descreva o problema dessa calçada  (MUITO importante: não se esqueça de colocar na descrição a hashtag #cilada);
Confira o endereço da fiscalização e pronto, é só apertar em 'publicar agora'. A cidade agradece!
 
Serviço
Campanha Calçada Cilada
Organização: Instituto Corrida Amiga 
Facebook
Instagram
Informações: contato@corridaamiga.org / site: corridaamiga.org 
Telefones: (11) 94155-5993 (Silvia Stuchi) / (11) 98221-2131 (Andrew Oliveira)
 
*A Campanha Calçada Cilada tem como parceiros as organizações: ANTP, Bike Anjo, Brasília para Pessoas, Mobilize Brasil, Pé de Igualdade, Soluções para Cidades/ ABCP, UCB e Colab.
 

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